Santuário
Ø É o lugar onde a Mãe se estabeleceu.
No documento de Fundação, Pe. Kentenich diz: “Todos aqueles que vierem para rezar, experimentem a formosura de Maria e confessem: Aqui é bom estar. Façamos aqui nossas tendas. Este é o nosso lugarzinho predileto”.
Ø Através da Aliança de Amor que selamos com a Mãe, tornamo-nos Santuários Vivos, isto é, o nosso coração se torna um Santuário no qual a Mãe se estabelecerá.
Ø É a nossa fonte de graças e berço de santidade. Ali, no Santuário, Ela quer formar um homem apostólico comprometido com a salvação do mundo. Por isso, ele nos concede 3 graças através do Santuário:
Graça do “Abrigo Espiritual“: Nós nos sentimos abrigados por Deus quando cremos que tudo o que acontece no nosso dia-a-dia vem de Deus (Fé Prática na Divina Providência), quando sentimos sua presença constante em nossa vida. O Pai está presente todos os dias, todos os momentos, todos os segundos na nossa vida, nos protegendo, nos confortando, nos ajudando. Quantas vezes vamos ao Santuário (em momentos de dificuldades e angústias) e saímos de lá mais calmos, tranqüilos e corajosos para enfrentar as dificuldades? A graça do Abrigo Espiritual é a resposta para a pergunta: “para onde devo ir?” Resposta: para o Santuário. “Maria atrai a si os corações e oferece-lhes um lar: o Santuário”. No abrigo de seu coração nos sentimos seguros, confiantes e corajosos.
Graça da “Transformação interior”: Para que a nossa transformação possa ocorrer, temos que ter atitudes de filialidade, ou seja, tornar-nos filhos de Deus. Isso quer dizer que Deus quer ser o nosso Pai, e como todo pai, ele quer nos educar para que sejamos pessoas autênticas, únicas, livres. Entretanto, isso não significa que Deus vá fazer tudo por nós. Assim como o pai ensina a criança a caminhar deixando que ela caia tombos, Deus também vai nos ensinar a crescer deixando que erremos e, talvez, soframos. Quanto mais nos vinculamos ao Santuário, mais Maria transformará o nosso interior. Essa transformação realiza-se à medida de nossa colaboração, de nosso esforço. Assim, quanto mais intensa for nossa Aliança com a Mãe, quanto mais confiarmos e nos entregarmos a Ela, tanto mais nosso ser assumirá os traços de Maria. A exemplo dos casais que, através da aliança matrimonial, não tomam decisões sem consultar o outro, também nossa Aliança com Maria deve possuir as mesmas características, ou seja, todas as minhas atitudes, decisões devem estar em harmonia com o pensar da Mãe. Por isso, devo me perguntar: “O que espera a Mãe de mim?”; “Essa é a melhor atitude a tomar?” Tudo o que fazemos e oferecemos para Deus tem um só motivo: simplesmente porque amamos. E é esse motivo que nos leva a selar uma Aliança de Amor e a sermos fiel a ela.
Graça da “Fecundidade Apostólica”: Cremos que Deus tem uma missão para nós (Fé na Missão) e que quer a nossa colaboração no seu Reino. Deus nos chama a cooperar com Ele através de duas formas:
1) Evangelizando e anunciando o evangelho de Jesus através do meu ser, do meu agir. Por isso, se quero que na minha casa aja paz, devo ser a paz. Devo anunciar Deus através do meu exemplo de vida.
2) Oferecendo contribuições ao Capital de Graças, ou seja, oferecendo meus esforços, minha auto-educação, minhas alegrias, minhas tristezas, minhas preocupações.
Como Juventude Feminina de Schoenstatt no Brasil, somos chamadas a sermos
TABOR PARA O MUNDO!
Na passagem bíblica no Monte Tabor (Lc 9, 28), Jesus estava rezando quando Deus se manifestou. (Também na anunciação, o anjo encontrou Maria em oração e chamou-a “cheia de graça, o Senhor está convosco”.) Assim, podemos perceber que Deus se manifesta a nós quando estamos em oração, quando invocamos sua presença. Pedro, ao sentir a presença de Deus, disse: “Mestre, aqui é bom estar. Façamos aqui as nossas tendas”. Onde Deus está presente, ali é bom estar. Nessa passagem, vemos em Cristo três características:
¨Filho amado (“Eis meu filho muito amado”, disse Deus. O Pai ama todos os seu filhos).
¨Filho heróico (por se deixar imolar, ou seja, sacrificar-se na cruz, cumprindo, assim, a vontade do Pai).
¨Ser transfigurado (ao cumprir a vontade do Pai, seu ser mudou de figura, refletiu um brilho intenso, mostrando sua divindade).
Em 1947, quando Pe. Kentenich chegou ao Brasil, descobriu no povo uma capacidade inata de relacionar-se com Deus e de ser filhos. Por isso nos presenteou com a missão de sermos TABOR. Assim, nossa missão é a de cultivar em nós as características do filho amado, heróico e transfigurado e fazer do meio em que vivemos um lugar onde “é bom estar”.