Feeds:
Posts
Comentários

Archive for julho \12\UTC 2007

pk.jpg         O Padre argentino Alberto Eronti relata a sua experiência com o nosso Pai e Fundador:            Foi no dia 09 de maio de 1966, em uma manhã tranqüila, no Berg Schoenstatt, em Schoenstatt.            A véspera tinha sido dolorosa. Todas as tentativas para ver o Pai recebiam a mesma resposta: “Está muito ocupado, é impossível”…            Mas, como fazer, depois de viajar tantos km desde a América Latina eu não poderia estreitar sua mão, ouvir sua voz e nem transmitir tudo o que me atraía a ele?            Naquele dia, subi com Pedro até o Monte: seria a última tentativa, já que ao meio-dia devia partir para Münster.            Chegamos à Casa de Formação e vimos que o Pai estava recostado na janela; estava de costas e falava a um grupo de irmãs. Esperamos e rezamos: “Confio em teu poder”… De repente, vimos que as irmãs se levantavam e a silhueta do Pai desaparecia. Pedro me disse: “Vamos!” E entramos a passos largos na Casa de Formação. As irmãs da portaria não tiveram sequer tempo para perguntar e quando reagiram… o Pai estava ali! Ele nos olhou, rodeado de irmãs, parou e lhes disse: “Um momento.”            Veio até nós e, dirigindo-se a mim, disse em Latim: “Ressuscitastes dentre os mortos… Deus te salve, Maria.” Tomou minhas mãos entre as suas e seguiu falando em alemão – eu não entendia nada.            Para mim, era uma certeza e uma alegria: estava com o Pai, estreitava minhas mãos e, sem haver-me apresentado, ele já sabia quem eu era! O Pai me conhecia!            Passamos logo a uma sala pequena. O pai me fez uma séria de perguntas. Pedro era o tradutor – a mim, pouco me importava o que Pedro traduzia. Eu estava com o Pai!            Recordo que me perguntou por minha saúde – eu havia feito uma operação difícil –, como tinha sido a minha viagem, se havia descansado bem e se as irmãs cuidaram bem de mim… Logo quis saber da família. Perguntou por meus pais e meus anseios, afirmou com a cabeça, riu, olhava-me com ternura. Ele me deu presentes, fotos, chocolates.            Ao despedir-me, dei conta que o momento havia se transformado em quase 45 minutos e que as irmãs esperavam paradas diante da sala. Abanou sua mão até que desapareceu.            Pedro e eu caminhamos em silencia por um longo tempo. Ao fim, eu lhe disse: “Pedro, quão perto estava Deus.”            Pensei: “Se assim é nosso Pai, como será o bom Deus?”            Lentamente fui retirando a luz do que havia vivido em 45 minutos. Eram muitas coisas, uma quantidade de sentimentos, mas, sobretudo, tinha uma certeza: o Pai me conhece, sabe quem eu sou, ele me chamou pelo nome”… Eu estou em seu coração.

            Foi no dia 09 de maio, em Schoenstatt. Naquele dia, compreendi a alegria de ser filho, a alegria de ter um Pai. Um Pai que me conhece e que, por isso, me compreende, espera, se alegra, está perto… Assim e muito mais é o bom Deus.

Anúncios

Read Full Post »